EXPERIÊNCIAS FORA DO CORPO, UM EQUÍVOCO PRIMITIVO   (19/02/2013)
Religião
Por: Anticristo

Os equívocos do pensamento primitivo ainda são muito influentes, a ponto de ser considerados intrigantes em revista divulgadora de matérias científicas. Mas não passam por uma boa análise lógica.

Para esotéricos, quando dormimos, viajamos para outras dimensões. Além do corpo físico, nós teríamos também corpos sutis. A experiência extracorporal seria literalmente um passeio que um desses corpos sutis, o astral, dá sozinho enquanto o físico fica dormindo.

Embora essa hipótese não seja provável para a ciência como nós a conhecemos hoje, os médicos reconhecem que o fenômeno é um mistério. A alta incidência de narrativas em várias culturas indica que, embora alguns possam simplesmente estar inventando uma história, muitos realmente vivem essa sensação de separação do corpo. O porquê disso, ninguém sabe” (Os grandes Mistérios da Ciência, setembro/2003, pág. 47).

Não obstante a revista afirmando que “o porquê disso, ninguém sabe”, parece-me que isso já foi suficientemente explicado, e muita gente já entende.

O sonho não é privilégio do homem. Se observarmos bastantes os animais dormindo, podemos perceber, por exemplo, um cachorro sonhando, quando, dormindo, o animal expressa seus sentimentos por pequenos ganidos e uma clara tentativa de movimento, o que indica nitidamente estar ele sentindo uma experiência qualquer. Ele só não é capaz de nos contar que estava perseguindo uma caça ou se opondo a outro cão ou até tentando uma experiência amorosa com uma cadela imaginária.

A “alta incidência de narrativas em várias culturas” não é nenhuma prova de que haja tal experiência fora do corpo; mas sim que todos sonham e, como o homem primitivo pensava ter estado em outros lugares quando sonhava, esse pensamento equivocado passou de geração a geração para todos os povos.

É extremante simples explicar a imbecilidade da idéia de no sonho estarmos realmente tendo uma experiência fática. Se houvesse esse corpo sutil, ou espírito, ou alma, conforme uns e outros pensam, e esse corpo sutil viajasse realmente, cada pessoa que fizesse parte do meu sonho sonharia inevitavelmente comigo no mesmo momento, experimentando as mesmas circunstâncias daquele sonho. E, como isso não acontece, está bem claro que a experiência onírica não extrapola a atividade neuronial da pessoa que sonha. Se eu sonho que estou tendo um contato físico com uma pessoa, isso é puramente uma imaginação, que não é tão nítida durante o sono como quando estamos acordado, dando-nos a impressão de realmente termos feito tal contato. Mas, na realidade, não tenho dúvida, eu simplesmente penso dormindo, como penso acordado em um semelhante contato, com a diferença de que, acordado, eu não penso que aquilo é realidade, mas dormindo eu imagino que seja um fato.

Alguns insistem, com base nas narrativas de pessoas que, em estado de quase morte, sentiram estar de longe vendo o próprio corpo. Isso também já foi demonstrado por experiência científica, com análise até na área cerebral que produz tal impressão:

"Charles McCreery, do Instituto de Pesquisas Psicofísicas em Oxford, conseguiu provocar, em laboratório, experiências fora do corpo. Com técnicas de relaxamento, ele obteve resultados impressionantes. Uma moça, perfeitamente saudável, contou ter viajado num túnel, com uma luz brilhante no fim; e um senhor disse ter flutuado a vinte mil metros de altitude, vendo Oxford lá de cima. "É mais comum do que se imagina", afirma o Dr. MacCreery, "uma em cada cinco pessoas já teve uma experiência fora do corpo". Ele chegou à conclusão de que há um tipo de personalidade predisposto ao fenômeno: Uma espécie de esquisofrenia branda.” (Globo Repórter, 13 de agosto de 1993).

“Em outro estudo, de setembro do ano passado, neurologistas de um hospital universitário da Suíça descobriram a região do cérebro responsável pela sensação de sair do próprio corpo, relatada por pacientes em situações próximas à morte. A experiência foi reproduzida com o estímulo de uma área do córtex direito do cérebro, chamada giro angular, e relatada na revista britânica Nature.

Estimulando o cérebro de uma paciente em tratamento para epilepsia, os cientistas fizeram-na atingir a sensação sobrenatural. No início do experimento, a mulher sentiu que estava caindo e ficando mais leve. Conforme os cientistas foram aumentando a intensidade do estímulo, ela disse que flutuava e que poderia ver seu próprio corpo deitado na cama.

O giro angular direito é uma região que integra o sentido da visão e o sistema que cria a representação do corpo na mente. Isso é baseado no equilíbrio do corpo e na resposta dos membros sobre sua posição no espaço. Quando esses dois sistemas se dissociam, pode ocorrer uma ilusão, dando ao paciente uma experiência fora do corpo. Uma pequena parcela das pessoas que passam por situações que as deixam entre a vida e a morte podem experimentar algo parecido como sair do próprio corpo. Uma das razões para isso é a falta de oxigênio ou mau funcionamento de algumas regiões do cérebro, segundo os autores do estudo.

A mente tem poderes! Há quem ultrapasse os próprios limites, a depender da motivação. Há quem adoeça ou quem sare. Há, ainda, muito de desconhecido e de desafios para o conhecimento. Só não há nada de sobrenatural” (Carlos Luiz de Jesus Pompe , “O poder da mente -- 08/09/2003 - 09:37).

Tomando em consideração a falta de simultaneidade dos sonhos e as experiências de Charles McCreery e dos “neurologistas de um hospital universitário da Suíça”, não me resta qualquer dúvida de que as chamadas experiências fora do corpo são idéias equivocadas.

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