A VIRGEM CONCEBERÁ E DARÁ À LUZ UM FILHO   (17/03/2013)
Religião
Por: Anticristo

"O anjo do Senhor anunciou a Maria, e ela concebeu do Espírito Santo". Esta é a oração repetida milhões de vezes pelos católicos. Nesse sentido também informam os evangelhos. Mas um ente divino nascido de uma virgem existiu também nas crenças de alguns povos antes dos cristãos.

Entre os romanos havia a crença em Dionísio, um deus nascido de uma virgem, que foi condenado à morte na cruz, depois ressuscitou e podia dar vida eterna em quem nesse cresce. Há uma pequena diferença de Dionísio para Jesus; porque criam que ele ressuscitava morria e ressuscitava novamente todos os anos. No caso de Jesus, crêem em uma única ressurreição.

Entre os persas também, havia uma divindade nascida de uma virgem, com histórico semelhante; e os persas criam que os mortos seriam ressuscitados. Talvez seja essa a razão de o livro de Daniel ser o primeiro a prediz que os mortos seriam ressuscitados (Daniel,12: 2, 13).

A crença hebraica refletida na lei de Moisés não contemplava vida depois da morte. Ressurreição era coisa desconhecida. Reencarnação também. A alma imaterial não era cogitada também; mas foi introduzida entre eles muito antes da ressurreição, uma vez que o livro de Samuel fala de Saul comunicando-se com Samuel, que já estava no túmulo. Há informações sobre crença na ressurreição só depois do cativeiro babilônico.

Como Jesus não assumiu o domínio, sendo morto, seus seguidores adaptaram a ele as crenças romana e persa. É por isso que os evangelhos o apresentam como nascido de uma virgem e remetem a um texto de Isaías desviado do contexto original, para dar autenticidade ao que pregam:

“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco” (Mateus, 1:23).

Lendo o texto em referência, não é difícil entender que o profeta falava da ingratidão do povo de Israel e do filho que nasceria da profetisa sua esposa, simultaneamente com o domínio assírio:

“Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel. Manteiga e mel comerá, quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem. Pois antes que o menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, será desolada a terra dos dois reis perante os quais tu tremes de medo. Mas o Senhor fará vir sobre ti, e sobre o teu povo e sobre a casa de teu pai, dias tais, quais nunca vieram, desde o dia em que Efraim se separou de Judá, isto é, fará vir o rei da Assíria.” (Isaías, 7: 14-17).

Prossegue um pouco adiante:

“E fui ter com a profetisa; e ela concebeu, e deu à luz um filho; e o Senhor me disse: Põe-lhe o nome de Maer-Salal-Has-Baz. Pois antes que o menino saiba dizer meu pai ou minha mãe, se levarão as riquezas de Damasco, e os despojos de Samária, diante do rei da Assíria.” (Isaías. 8: 3). Aí ficou mais claro de quem o profeta falava: nada referente a um futuro deus nascido de uma virgem, mas um filho do próprio profeta no tempo em que Israel foi dominado pela Assíria.

O exposto mostra com bastante clareza que aplicação descontextualizada do texto foi simplesmente um artifício para dar autenticidade às crenças persa e romana em um deus nascido de uma virgem, que adaptaram ao seu mestre Yeshua.

Vejam outros textos distorcidos em "O PREDITO MESSIAS E O CRISTIANISMO".

 

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