Diabetes Mellitus tipo 1: Sintomas e Tratamentos   (14/03/2019)
Saúde
Por: isabela

A diabetes mellitus é uma doença crônica que a cada dia afeta mais pessoas no nosso país e em todo o mundo. A doença atinge cerca de 6,9% da população brasileira, o que corresponde a, aproximadamente, 13 milhões de casos. E o que mais assusta é que esse número tende a aumentar.

Essa doença é decorrente da produção insuficiente do hormônio insulina ou da incapacidade de seu uso. A insulina, que é produzida pelas células beta do pâncreas, controla os níveis de glicose no sangue, que, quando há diabetes, ficam elevados e ocasionam um quadro conhecido como hiperglicemia.

Causas da diabetes mellitus

A diabetes mellitus é causada por problemas na secreção da insulina ou na ação desse hormônio. A diabetes mellitus tipo 1 é desencadeada pela destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Nesse caso, percebemos a ocorrência de um problema autoimune, ou seja, as células do pâncreas são atacadas pelo sistema imune do próprio paciente. Já na diabetes mellitus tipo 2, o que se verifica é um problema na secreção ou ação da insulina. A diabetes tipo 2 geralmente acontece em pessoas com sobrepeso ou obesidade. A diabetes gestacional, por sua vez, não possui causa bem esclarecida.

 

Sintomas da diabetes mellitus

A diabetes mellitus desencadeia a chamada hiperglicemia, que causa o aumento dos níveis de glicose no sangue. A hiperglicemia manifesta como sintomas:

Produção de urina em excesso; volume de eliminação de urina maior no período noturno que no diurno; perda de peso; fome excessiva; sede excessiva; boca seca; fraqueza; visão turva

Vale destacar que a hiperglicemia crônica pode desencadear complicação, levando à disfunção e falência de vários órgãos, tais como olhos, rins, coração e nervos.

Classificação dos tipos de diabetes

As formas mais frequentes de diabetes são o tipo 1 e o tipo 2, entretanto, outros tipos são conhecidos.

Diabetes tipo 1;

Diabetes tipo 2;

Diabetes gestacional.

Existe ainda a chamada pré-diabetes, que se refere a um estado intermediário entre a diabetes melittus e um paciente normal.

 

Diabetes mellitus tipo 1

A diabetes tipo 1 é aquela em que as células betas são destruídas, ocasionando a deficiência de insulina. Em razão dessa deficiência, o sangue fica com glicose em excesso. Sua causa pode ser autoimune ou então idiopática, ou seja, desconhecida. No caso da diabetes autoimune, pode haver associações com doenças como a tireoidite de Hashimoto e a doença de Addison, que também são problemas autoimunes. Essa doença é mais comum na infância ou na adolescência, mas também pode acometer adultos.

Diabetes mellitus tipo 2

Diferentemente da diabetes tipo 1, no tipo 2, o organismo não consegue utilizar a insulina de maneira adequada ou ela é produzida em pouca quantidade. Esse tipo é o mais comum de diabetes e manifesta-se com frequência maior em adultos. Estima-se que 90% dos casos de diabetes sejam do tipo 2 e que estejam relacionados, principalmente, com a idade e o sedentarismo. Nesse caso, não há destruição das células do pâncreas.

Diabetes mellitus gestacional

Como o próprio nome indica, esse tipo de diabetes ocorre durante a gravidez e pode afetar diretamente o bebêA doença está relacionada, por exemplo, com crescimento excessivo do feto, hipoglicemia neonatal e até desenvolvimento de doenças na vida adulta, tais como obesidade e diabetes. A diabetes gestacional apresenta alguns fatores de risco, tais como: idade avançada da mãe, aumento de peso durante a gestação, ovários policísticos, histórico de diabetes gestacional na mãe da gestante, hipertensão e gravidez múltipla. Esse tipo de diabetes pode ou não persistir após o parto.

Tratamento

A diabetes mellitus, em suas diferentes formas, apresenta tratamento voltado para o controle dos níveis de glicose no sangue e para evitar complicações. Entre as principais recomendações médicas, está uma dieta saudável e com quantidade de carboidratos reduzida. Além da dieta, é importante a realização de exercícios físicos. Alguns pacientes, além de controlar a alimentação, devem fazer uso da insulina. A frequência da aplicação do hormônio varia de pessoa para pessoa e deve ser avaliada pelo médico.

Desse modo, podemos concluir que a diabetes mellitus pode ser extremamente grave se não tratada adequadamente. Entretanto, um acompanhamento correto pode fazer com que complicações sejam evitadas e o paciente tenha uma vida normal.

 

 

 



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